quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Tempo ou a falta dele

E porque estamos quase a terminar mais um ano e porque me identifico com cada palavra, aqui fica um texto que fala sobre o tempo ou a falta dele, um mal que me queixo à anos, aquele sensação que ele corre à nossa frente, um mal consciente e presente, que tento corrigir, mas na maioria das vezes em vão... vou ter que mudar de estratégia, mas como!? se eu soube-se...

"Nascemos, vivemos e morremos. É ponto assente. Volto sempre a uma frase que me disseram um dia, há anos: life is hard and then you die. Realmente ninguém disse que seria fácil nem tão pouco nos preparou para algumas adversidades inerentes a esta correria que é a nossa Vida. Existimos, sobrevivemos, lutamos e vamos vivendo. O tempo passa e não nos apercebemos como ele não passa simplesmente. Ele corre. E nós vamos andando. E o tempo correndo.
É uma corrida injusta, desumana. Não há descanso, nem paragens. O tempo, esse não pára. Não. Corremos contra um relógio, que insiste em só andar para a frente. Nunca para trás. Nunca.
Vivemos, trabalhamos e morremos. Assim é que é. Enjaulamo-nos num emprego ou em muitos, para ganhar dinheiro, para podermos ter uma vida melhor. Será? Fica a sensação que perdemos a vida a tentar ganhá-la. Corremos de um sítio para o outro, sempre atrasados e com pressa para chegar…onde? E quando paramos? Aproveitamos o tempo? Os dias passam a voar, e assim as semanas, os meses e os anos. E nós eternas vítimas de um molestador imparável que nos inflige o maior mal de todos, o tempo. E com ele a pressa.
Com a pressa, esquecemos os pequenos detalhes do dia-a-dia que, apesar de rotineiros, são singulares. Com a pressa, esquecemos que cada dia que passa é mais um que vivemos, menos um que nos resta. Com a pressa, esquecemos que só vivemos uma vez. Com a pressa, não disfrutamos, usufruímos. Com a pressa, esquecemos o que realmente importa.
Tomamos consciência da passagem do tempo através dos “alguéns” da nossa vida. Os que já foram, os que se mantêm e aqueles que ainda hão-de vir. As pessoas. O tempo passa, corre até, e as pessoas da nossa vida resistem-lhe. Persistem. E isso é um bom sinal. Mudam-se os tempos, mas afinal não se mudam as vontades.
Os amigos. A família que escolhemos e, o tempo que lhe disponibilizamos. Os momentos, as conversas, as partilhas e as experiências. Tudo. Os amigos, são tudo. Não são muitos, nem são poucos. Suficientes. Presentes na vida há tempo suficiente para se dizer que são pessoas da nossa vida. É isto! O tempo corre e elas ficam. Os anos passam e elas não vão embora. Acompanham. Partilham. Existem para nós, sem pressas. Amigos, com e sem tempo. Amigos.
"

2 comentários:

  1. Sabes, uma coisa que aprendi ultimamente, a vida passa a correr e nós, ainda fazemos pior, passamos a correr por ela. Ficamos cegos com o deslumbre das luzes quando deveríamos dar atenção às pequenas coisas, essas sim, as mais importantes neste viver desenfreado do nada!

    bom dia Maria

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  2. Espero que quando percebermos isso, ainda vá a tempo!

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