terça-feira, 5 de maio de 2015

Vida

O blog, este meu diário é o reflexo da minha alma em palavras... de palavras tao minhas que apenas partilho aqui... e por isso não tenho cá vindo, porque não tenho tido nada meu para partilhar...

Sem duvida que este diário é o espelho dos meus medos, da minha angustia, das minhas preocupações, é o espaço onde me é permitido dizer em palavras o quão estranha sou... Nos últimos tempos tem estado tudo calmo, tudo dentro da normalidade... Continuo com os medos de sempre, com medo de arriscar, de sair da zona de conforta, continuo insegura por dentro mesmo que por fora pareca que tenho a força do mundo, odeio-me por ainda não conseguir ser corajosa o suficiente e destímida, nem sei se algum isso vai mudar.

Neste espaço de tempo em que estive ausente fui ao cinema ver "Uma vida ao teu lado" e uma das lições que tirei de lá é que devemos e podemos ser felizes com o que temos, porque muitas vezes só damos valor quando a (felicidade) perdemos. No entanto, confesso que ganhei coragem para fazer algo que desejava à muito tempo, é das coisa mais simples, mas para mim não foi fácil, adiei durante 3 dias, quase que andava em sofrimento por saber que se queria aquilo tinha que abrir a boca, foi adiar e adiar, mas no sábado ganhei coragem e lá disse.

Deixo aqui um texto que gostei bastante, o texto é grande e fala essencialmente da zona de (des)conforto, aqui fica uma parte:

"Medo. O medo da liberdade. De arriscar. De sair da zona de conforto. Medo de perceber como somos e de que somos feitos.

Eu sou feita de emoções, muitas, milhares. Sou filha da tradição e talvez por isso seja tão inconformada. Nada para mim é um dado adquirido. Questiono tudo, ponho tudo em causa. Sou resiliente na busca de mais e de melhor. E frenética. Obstinada. Mas vou atrás. Penso que irei sempre. Quero mais coisas boas, muitas mais. Quero os dias cheios do que me põe um sorriso na cara, do que me alegra o espírito, do que me desafia, correndo o risco de acabar o dia sem esse sorriso na cara, eu sei. Mas só indo é que descobrimos. E mesmo quando eu não chego lá, sinto que cheguei a algum lado. Porque o que mais desejo é mesmo sentir-me viva.

Dar um passo para lá da nossa zona de conforto pode ser angustiante, mas é aí que nos descobrimos. Que percebemos se sim ou se não. E tudo nos acrescenta. Tudo. Por norma, sabemos identificar o que gostamos e o que não gostamos na nossa vida presente. Também conseguimos ver no nosso passado o que nos agrada e o que nos desagrada. O problema está no futuro… como é desconhecido e incerto e até inseguro o que está para vir… não sabemos. Nada nos é familiar no futuro, porque ainda não aconteceu. Se olharmos para o que aí vem como uma aprendizagem, uma viagem de comboio para ser mais romântica, então conseguimos respirar de alívio porque o medo perde peso. A tal zona de desconforto pode e deve ser vista como uma zona mágica, onde tudo pode acontecer. Para entrar neste comboio precisamos de ter o bilhete da motivação. E de confiar em nós mesmos."

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