terça-feira, 19 de maio de 2015

Cineminha

Hoje consegui sair cedo do trabalha, pelos menos mais "cedo" que o habitual... graças ao fim de semana que passei lá fechada para conseguir ter tudo organizado, foi um fim de semana muito árduo, mas valei apena, e nada é mais gratificante do que ver o trabalho feito e sentir que a missão foi cumprida.

Portanto, agora vou jantar e no fim é sessão de cinema... ouvi dizer que O Aviador é um ótimo filme, que retrata o TOC muito bem. Dos filmes que vi sobre doenças mentais gostei bastante, por isso aposto neste.


sábado, 16 de maio de 2015

Emoção (15 de Maio de 2010)

A palavra que melhor define esta data é provavelmente emoção... celebro hoje 5 anos. Há precisamente 5 anos atrás, levantei as minhas fitas com todo o orgulho e amor... engane-se quem pensa que a queima das fitas é apenas o festejo de fim de curso, é muito mais do que isso, foi crescer como pessoas, foi pôr-me à prova, acho mesmo que até à data foi o meu maior desafio. Estes dias inevitavelmente mexem comigo, sei que é só uma data, mas a nostalgia essa teve que vir dizer um Olá... Tanto que podia aqui dizer... mas acho que já disse inúmeras vezes aqui no blog o quanto gostei de andar na faculdade... Deixo aqui uma citação que retirei do site Maria Capaz (tenho que falar um dia deste site) que para mim faz todo o sentido:

"porque não tenho dúvidas que a nossa memória afetiva apenas funciona com a mais verdadeira e mais preciosa das heranças, a do amor"

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Aceitaçao (continuaçao)

Não é fácil, tem sido mesmo difícil aceitar-me, é um processo de negação que chega muitas vezes a camuflar o que realmente tenho de bom... Oh meus Deus, e tenho tanto de bom, um trabalho que apreendi a amar e que hoje faço daquilo a minha vida... uma família pequena mas que adora-me apesar de tudo o que passamos (eu sei que não sou fácil)... tenho tantas pessoas que todos os dias me derretem com os seu sorrisos, a miudagem que eu adora, no fundo algo dentro de mim diz-me que nunca irie ser mãe e de um certo modo ver crescer estes miúdos é um privilegio, são tao doces, aqueles abraços e aqueles beijinhos enchem-me de uma alegria que se transforma em energia... eu sei que estas pessoas e esta miudagem são apenas isso, não os posso chamar de amigos, mas também nem tudo tem que ter um termo/definição... Ok, eu sei que não posso ter o meu espaço, ter a MINHA casa, mas já é tao bom poder viver com os meus pais, afinal de contas são eles que aguentam esta miúda chata e já lhes disse Vão ter que me aguentar até aos 65 anos, ai pego nas malas e vou por esse mundo fora lol... Começo finalmente a conseguir ter dinheiro meu, para o que gosto realmente de fazer e de comprar, sou uma fureta q.b. que gosta uma vez por outra fazer uma extravagancia que até a bem pouco tempo não sabia o que isso era... Apreendi a ter os meus hobbies e a aceitar isso, hobbies que estão longe e distantes dos sábados na discoteca e das sextas à noite no café central da terra a beber café com as amigas, os meus hobbies não são esses porque a vida assim não o quis, o meus hobbies são poucos, mas os poucos que tenho fazem-me feliz... E por mais impossível que parece a vida ainda me consegue surpreender de um modo positivo, nas mais pequenas coisas da vida, seja um cheiro, uma musica, o sol, o vento, a paz interior... Saúde, oh meu deus tenho, temos, a partir daqui TUDO é possível....

Podia terminar aqui, podia, se não fosse aqueles dias que parece que nada faz sentido, nunca percebi porque à dias que acordo com esse sentimento, um sentimento que retira a estabilidade que sinto, a confiança e a garra... à dias em que a nostalgia apodera-se de mim, que ponho tudo em causa, nesses dias a vida não faz sentido, porque queria mais muito MAIS.

Acredito que esse MAIS é o combustível, é a gasolina e o gasóleo da vida e dos sonhos, por mais pequenos e insignificantes que sejam.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Aceitaçao

Aceitar-me como sou, aceitar a vida que tenho, aceitar os amigos que não tenho, aceitar quem sou, aceitar que não tenho ninguém para dizer Tem uma boa noite, aceitar que a única companhia que tenho para sair ao fim de semana é a minha mãe, aceitar que a vida não permite ter o meu T1, aceitar que não tenho alguém para partilhar a vida cheia do amor que todos falam, aceitar que esta é a minha vida... não é fácil, tem sido mesmo difícil aceitar-me, é um processo de negação que chega muitas vezes a camuflar o que realmente tenho de bom...

Durante este tempo que tenho estado ausente, inconscientemente pensei, refleti, senti, deixei andar... E consegui ver que será muito melhor quando eu valorizar o que tenho de bom, seja como pessoa ou na vida... Neste "processo" de aceitação constante corremos o risco de ruçar no conformismo, esse malandro que rouba sonhas... mas acredito que existe o equilíbrio. Eu sei que não sou perfeita, sou a eterna miúda tímida, mas isso não faz de mim melhor ou pior pessoa e muito menos pode ser (como sempre foi) impedimento para viver... eu sei que não tenho a mesma "lábia" de tantos outros, que por vezes o discurso não flui, outras vezes flui tanto que pareço uma disquete, e sei que corro o risco de "cair" nos erros da minha imperfeição, ainda hoje cai, tive a sensação que se tivesse ali um buraco tinha ido lá para dentro e só voltar quando alguém tivesse esquecido, mas incrivelmente no fim de chamar-me nomes, ri da situação, dá para acreditar!

Tenho sentido bem, tenho sentido uma paz interior que me deixa bem. Às vezes tenho medo que esta sensação acabe... Aceitar-me, ser autentica, ser eu sem medos, acredito que seja o caminho... nunca esquecendo que sou igual aos outros (esta minha mania da inferioridade persegue-me ) e estar  disponível ao mundo é muito importante. Ah, sinceramente cada vez mais acredito que nada acontece por acaso, que a própria vida leva-nos a algum lado, alguns chamariam a isto destino mas eu prefiro apenas chamar-lhe É a vida (lá estou eu outra vez a ruçar no conformismo).

terça-feira, 5 de maio de 2015

Vida

O blog, este meu diário é o reflexo da minha alma em palavras... de palavras tao minhas que apenas partilho aqui... e por isso não tenho cá vindo, porque não tenho tido nada meu para partilhar...

Sem duvida que este diário é o espelho dos meus medos, da minha angustia, das minhas preocupações, é o espaço onde me é permitido dizer em palavras o quão estranha sou... Nos últimos tempos tem estado tudo calmo, tudo dentro da normalidade... Continuo com os medos de sempre, com medo de arriscar, de sair da zona de conforta, continuo insegura por dentro mesmo que por fora pareca que tenho a força do mundo, odeio-me por ainda não conseguir ser corajosa o suficiente e destímida, nem sei se algum isso vai mudar.

Neste espaço de tempo em que estive ausente fui ao cinema ver "Uma vida ao teu lado" e uma das lições que tirei de lá é que devemos e podemos ser felizes com o que temos, porque muitas vezes só damos valor quando a (felicidade) perdemos. No entanto, confesso que ganhei coragem para fazer algo que desejava à muito tempo, é das coisa mais simples, mas para mim não foi fácil, adiei durante 3 dias, quase que andava em sofrimento por saber que se queria aquilo tinha que abrir a boca, foi adiar e adiar, mas no sábado ganhei coragem e lá disse.

Deixo aqui um texto que gostei bastante, o texto é grande e fala essencialmente da zona de (des)conforto, aqui fica uma parte:

"Medo. O medo da liberdade. De arriscar. De sair da zona de conforto. Medo de perceber como somos e de que somos feitos.

Eu sou feita de emoções, muitas, milhares. Sou filha da tradição e talvez por isso seja tão inconformada. Nada para mim é um dado adquirido. Questiono tudo, ponho tudo em causa. Sou resiliente na busca de mais e de melhor. E frenética. Obstinada. Mas vou atrás. Penso que irei sempre. Quero mais coisas boas, muitas mais. Quero os dias cheios do que me põe um sorriso na cara, do que me alegra o espírito, do que me desafia, correndo o risco de acabar o dia sem esse sorriso na cara, eu sei. Mas só indo é que descobrimos. E mesmo quando eu não chego lá, sinto que cheguei a algum lado. Porque o que mais desejo é mesmo sentir-me viva.

Dar um passo para lá da nossa zona de conforto pode ser angustiante, mas é aí que nos descobrimos. Que percebemos se sim ou se não. E tudo nos acrescenta. Tudo. Por norma, sabemos identificar o que gostamos e o que não gostamos na nossa vida presente. Também conseguimos ver no nosso passado o que nos agrada e o que nos desagrada. O problema está no futuro… como é desconhecido e incerto e até inseguro o que está para vir… não sabemos. Nada nos é familiar no futuro, porque ainda não aconteceu. Se olharmos para o que aí vem como uma aprendizagem, uma viagem de comboio para ser mais romântica, então conseguimos respirar de alívio porque o medo perde peso. A tal zona de desconforto pode e deve ser vista como uma zona mágica, onde tudo pode acontecer. Para entrar neste comboio precisamos de ter o bilhete da motivação. E de confiar em nós mesmos."