segunda-feira, 17 de novembro de 2014

É uma droga, sem dúvida

"É mais ou menos como a droga - os viciados passam a vida à procura da mesma sensação que tiveram a primeira vez que consumiram. No amor é o mesmo, para algumas pessoas. Andam uma vida inteira à procura da vertigem que sentiram a primeira vez que amaram alguém. As dores de estômago, o coração a bater mais depressa do que o que é recomendado pelos médicos, as noites sem dormir, as horas ao telefone, desliga tu, não, tu primeiro, a vontade de morrer nos braços daquela pessoa tal é o amor que se sente. Replicar isto é impossível. É preciso uma boa dose de ingenuidade, de crença absoluta, de disponibilidade mental e emocional para sofrer os horrores (e as alegrias) do primeiro amor. Nunca mais se ama como daquela primeira vez. Tentamos convencer-nos que assim é melhor, ninguém aguenta tanta palpitação, tanto tempo de estômago apertado, tanta incerteza, loucura, cegueira, desassossego. Tentamos convencer-nos que assim é melhor, um amor tranquilo, cúmplice, confortável, seguro. Mas no fundo, bem no fundo, caladinho que nem um rato, queremos sentir outra vez - mais uma vez que seja - a vertigem, a entrega total sem pensar em mais nada porque mais nada importa." Daqui http://oblogdodesassossego.blogspot.pt/

Li este texto num comentário no Shiuuu e tive que o roubar... Porque sim... porque, sem amar, acho que provei um bocadinho dessa droga, cheia de adrenalina, que desassossega qualquer alma... esse sentimento sem definição faz sofrer horrores, desarma-nos perante o outro, arranca-nos o coração e faz questionar tudo... mas, apesar de tudo, esta droga é viciante e quando se esgota, queremos voltar a cair no mundo das drogas, só para voltar a sentir aquelas sensações. O senão, é que a droga mata!

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