Abri a janela do quarto, ouve-se o silêncio da noite, a última aqui... nada mais se ouve, a não ser o gotejar de uma torneira... a noite está como a minha cabeça, serena, vazia, tranquila, sem vendavais, sem temporais... nada mais existe, a não ser eu e a vegetação que me rodeia... a mente está a deriva, longe da realidade. Só queria prolongar os minutos, as horas, ter o dom de parar o tempo e ficar a flutuar neste quarto, nesta jamela, neste ambiente sereno.
Assim que entrar na minha rotina tudo isto acaba, tao rápido como um alfinete que toca num balão... mas tem que ser e o que tem que ser tem muita força.
Vou fechar a janela e apagar a luz. Boa noite, até para o ano querida serra.
Gostei do modo como escreveste e até entendo bem esse sentimento, também já o tive.
ResponderEliminarÉ único e efémero... á que desfrutar de cada momento destes :)
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